Feito o louco napoleônico. Assim reclamo meus
dias de glória pelos caminhos recorridos. Sou tão
adimirador desse ser místico que varou América
que creio ser ele. Ontem despertei pela madrugada
e me achei deitado em um chão de terra gelado,
braços adormecidos em pleno estado de hipotermia.
O cansasso era tremendo, recuperada a circulação
voltei a dormir, outra vez desperto, o corpo todo
tremia. Eu congelava em pleno frio atacâmico,
exatamente Culpina K, Bolívia. Duma fábrica de tijolos
saltei o muro e dormi detrás dos muros, evitando o
gélido vento. Ali terminei a noite, escondido do vento,
mas duramente surrado pelo frio onipresente.
Sonhei. Sonhei! Sonhei?
Sou atormentado por lembranças que me fizeram
feliz. A dor não era um castigo e sim uma recompensa.
Pelas noites sonho sonhos. Pela estrada vivia cada sonho.
Desculpe familia (apesar da quase perfeição de vocês) eu
amo o trecho, o caminho, a rota, a estrada, a via, a senda,
seja qual seja o seu nome, mesmo que ela não chegue a lugar
algum eu o preferio. Cada um gosta de alguma coisa.
Tem gente que até bebe e usa droga. Será meu vicio pior?
Em vez de chapelete de pastel uma mochila velha e um
jeans encardido cheirando poeria.
Marlon de Almeida.
29/07/20102:05 am

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