quarta-feira, 31 de março de 2010

Desireless- Voyage Voyage


http://www.youtube.com/watch?v=e8axG2dyA9I
Desireless- Voyage Voyage. by Marlon

Au dessus des vieux volcans,
Glisse des ailes sous les tapis du vent,
Voyage, voyage,
Eternellement.
De nuages en marécages,
De vent d'Espagne en pluie d'équateur,
Voyage, voyage,
Vole dans les hauteurs
Au dessus des capitales,
Des idées fatales,
Regarde l'océan...

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.

Sur le Gange ou l'Amazone,
Chez les blacks, chez les sikhs, chez les jaunes,
Voyage, voyage
Dans tout le royaume.
Sur les dunes du Sahara,
Des iles Fidji au Fujiyama,
Voyage, voyage,
Ne t'arrêtes pas.
Au dessus des barbelés,
Des coeurs bombardés,
Regarde l'océan.

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.

Au dessus des capitales,
Des idées fatales,
Regarde l'océan.

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.



Desireless- Viaje Viaje

Acima dos velhos vulcões
deslizando tuas asas sob o tapete do vento
viaje, viaje, eternamente
das nuvens aos pântanos
do vento da Espanha à chuva do Equador
viaje, viaje, voe até as alturas
acima das capitais, das idéias fatais
olhe o oceano


viaje, viaje, mais longe que a noite e o dia
viaje, viaje, no espaço inaudito do amor
viaje, viaje, sobre a água sagrada de um rio indiano
viaje, viaje e jamais retorne

Sobre o Ganges ou o Amazonas
entre os negros, entre os chiques, entre os amarelos
viaje, viaje em todo o reino
Sobre as dunas do Saara
das ilhas Fidji ao Fujiama
viaje, viaje, não pare
acima das cercas, dos corações bombardeados
olhe o oceano


Acima das capitais, das idéias fatais
olha o oceano

sexta-feira, 19 de março de 2010

A mula sem mochila.


Será que um homem comum sabe a "significância" de uma mochila?
Talvez sim: -Nada mais que carregar coisas!
Talvez não: -Metáfora incondicional da alma.
Eu não viveria sem saber que em algum lugar da minha vida há uma
mochila. Eu até me importo com o que hei de vestir, mas se aqui
ou acolá não estou observando a minha mochila.-Pai meu!- Eu me desespero
completamente.
A mochila irmão, não é esse objeto tosco que você vê nas minhas costas, não
é a ferramente, nem o saco de quardar coisinhas. Mais que qualquer tudo, a mochila
se escorrega pelo âmago e ressuscita a arte de viver.
Quem desafia a vida, certamente um dia já possuiu mochila.
Um homem pode ser fantasma de si próprio se em vias de escape não
nasceu pra levar mochila.
A o mito da Mula sem cabeça, folclore divino do meu país de origem, mas eis
que surge entre poucas luzes, em meio uma neblina quente a Mula sem mochila:
-Oh Deus! Ficou louco.-diz mamãe.
Aí um novo folclore que nasce da lenda dos viajantes. Quase nunca se vê por Patagónia austral,ou África meridional, ou por detrás de montes nevados da Sibéria. A Mula sem mochila.
Imponente bicéfalo, dotado de força.
Perdida...
De repente são muitas.
De cá pra lá. Em labores diários. Com medo da pobreza. Vaidosa.
De repente presa por "futilesas". Atordoada com medo da morte.
-Oh maldito animal!- Assustei a mamãe.
Enquanto cada um não possuir uma mochila iremos de pior a pior.
Eu tenho sempre um mochila a olho.
Levo comigo a qualquer lugar. Nada melhor que sentir "O peso dessa Mochila".
Marlon de Almeida.

terça-feira, 16 de março de 2010

Ainda que eu não volte.


Foi fonte profunda da minhas reflexões
o ir ou ficar.
Sim, caros possíveis leitores, o cara
que lhes fala, viveu tão intensamente os
últimos anos que necessitaria outra vida
pra vivê-los de igual modo outra vez.
Claro que não!...Não mergulhei em extravaganças,
em uma vida desregrada (quase), tão somente
caminhei pelo mundo como o Lorman caminha
em pleno dia.
Agora, aqui, no meu leito de morte, repudio
o dia da minha volta. Talvez um corpo
decomposto pelas beiras do caminho teria mais
valor e despertaria muito mais interesse que
esse Forrest Gump sem sentido.
Oras!!! Deveras mereço tal?
Oxalá! No meu despertar repentino eu veja um
amanhecer desde o cume de um monte, como outrora
foi, e deseje deitar nesse sol e cantarolar a ode
do viajar eterno...

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