sexta-feira, 19 de março de 2010

A mula sem mochila.


Será que um homem comum sabe a "significância" de uma mochila?
Talvez sim: -Nada mais que carregar coisas!
Talvez não: -Metáfora incondicional da alma.
Eu não viveria sem saber que em algum lugar da minha vida há uma
mochila. Eu até me importo com o que hei de vestir, mas se aqui
ou acolá não estou observando a minha mochila.-Pai meu!- Eu me desespero
completamente.
A mochila irmão, não é esse objeto tosco que você vê nas minhas costas, não
é a ferramente, nem o saco de quardar coisinhas. Mais que qualquer tudo, a mochila
se escorrega pelo âmago e ressuscita a arte de viver.
Quem desafia a vida, certamente um dia já possuiu mochila.
Um homem pode ser fantasma de si próprio se em vias de escape não
nasceu pra levar mochila.
A o mito da Mula sem cabeça, folclore divino do meu país de origem, mas eis
que surge entre poucas luzes, em meio uma neblina quente a Mula sem mochila:
-Oh Deus! Ficou louco.-diz mamãe.
Aí um novo folclore que nasce da lenda dos viajantes. Quase nunca se vê por Patagónia austral,ou África meridional, ou por detrás de montes nevados da Sibéria. A Mula sem mochila.
Imponente bicéfalo, dotado de força.
Perdida...
De repente são muitas.
De cá pra lá. Em labores diários. Com medo da pobreza. Vaidosa.
De repente presa por "futilesas". Atordoada com medo da morte.
-Oh maldito animal!- Assustei a mamãe.
Enquanto cada um não possuir uma mochila iremos de pior a pior.
Eu tenho sempre um mochila a olho.
Levo comigo a qualquer lugar. Nada melhor que sentir "O peso dessa Mochila".
Marlon de Almeida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Falo mais lá no FaceBook